Este pavilhão teve como proposta explorar a flexibilidade da tecnologia
e sua interação com diferentes materiais. Para isto como no pavilhão anterior
trabalhei com o conceito de peças que se encaixam, contudo desta vez decidi
escolher duas opções de elementos base e desenvolver conectores para estes
digitalmente. Assim surgiu a ideia de desenvolver conectores, ou
joints, que possibilitassem ligar um
elemento ao outro e formar uma estrutura coesa.
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| Pavilhão Joints com garrafas de vinho |
A proposta era escolher elementos que normalmente não são utilizados na
construção civil ou que não possuem caráter estrutural, gerando um desafio
arquitetônico e construtivo. Os elementos escolhidos foram tubos de PVC e
garrafas de vinho, uma vez que estas últimas não são retornáveis e não possuem
nenhum programa de reciclagem. A inspiração para a forma do conector veio de
uma caneta hidrográfica antiga, onde as tampas possuíam encaixes que permitiam
conectá-las e criar formas variadas. Assim as formas arredondadas em conjunto
com os conectores desenvolvidos possibilitariam a execução de grandes
estruturas nas mais diversas formas.
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Pavilhão joints com tubos de PVC
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Tais peças também
foram orçadas pela empresa Vorlontec.
Mais uma vez o valor para execução foi bastante elevado. No entanto, a produção
do modelo foi de baixa dificuldade. A escolha foi a de tubos de PVC que passaram
a ser representados por canudos plásticos. As peças foram fabricadas na empresa
Faz Makerspace, utilizando a
impressora Printrbot e filamento PLA,
levando aproximadamente oito horas para imprimir 110 joints, divididos em duas impressões de quatro horas cada. Esta foi
a primeira experiência bem sucedida de utilizar a impressão 3D, ainda assim, mais
uma vez não foi possível utilizar a tecnologia para produção em dimensões
compatíveis com as da construção civil. Logo, ainda que tenha superado alguns
dos desafios que inviabilizaram a proposta anterior, esta estrutura não
conseguiu se provar viável para construção em maior escala.
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| Peças sendo impressas |
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