Parti de minhas pesquisas, principalmente de
dois pavilhões de forma complexa, que têm por princípio a replicação de peças
encaixadas de forma simples: The Dragon Skin Pavillion (Hong Kong) e o “Muro
Píxel” (Chile/Brasil). Esses dois exemplos apresentavam o desafio de serem
paramétricos, logo o desenvolvimento não poderia ser convencional implicando no
aprendizado de novas ferramentas.
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| Estrutura "Muro Píxel" |
Para compreender ao
máximo as adaptações do processo de concepção e desenvolvimento arquitetônico levando
em conta a fabricação digital e para demonstrar as possibilidades de execução
em Belo Horizonte, decidi que para este pavilhão faria uma reprodução do criado
pelas universidades chilena e brasileira. O propósito deste exercício era o de experimentar
a partir de imagens disponíveis para compreender o raciocínio construtivo
paramétrico e desenvolver uma programação, buscando alcançar um resultado
próximo ao existente.
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| Modelo digital da reprodução da estrutura |
Foram diversas
tentativas até conseguir criar uma programação que de fato condissesse com o
modelo no qual havia me inspirado sendo necessárias algumas adaptações na forma
e nas dimensões. Logo foi produzido um modelo em escala cuja função foi visualizar
o funcionamento da estrutura e identificar possíveis problemas, o quê de fato
ocorrera com a constatação, por exemplo, da necessidade de travamento da base.
Os ajustes necessários seriam poucos, mas significativos consistindo em
alteração da posição de alguns encaixes e a criação de um ancoramento para
garantir a estabilidade da estrutura. Abaixo está ilustrada a programação
desenvolvida no plug in Grasshopper para
modelagem da estrutura.
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| Programação para desenvolvimento do pavilhão |
Ao final, a
experiência proporcionada por esse exercício foi muito frutífera. Além de
impulsionar meu conhecimento de softwares
de alta complexidade, serviu para ilustrar o grau de incorporação dessa
tecnologia nos procedimentos de projeto e obra em Belo Horizonte. Estamos ainda
caminhando a passos lentos no que diz respeito ao investimento e à aplicação da
tecnologia, ainda que seja possível, sim, produzi-la em Belo Horizonte, da
mesma forma que foi produzido no Chile ou qualquer outro lugar. Os desafios
podem ser maiores, porém contornáveis, sendo possível adaptar e adequar as
propostas à nossa realidade.
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